O alto consumo da bebida demonstra o quanto ela pode ser lucrativa
Publicado em: 12/08/2011Há muito tempo o café é a bebida preferida pela maioria dos brasileiros. Pelo menos, é o que dizem os números. O Brasil é o segundo maior consumidor mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Aqui são produzidas 1,3 milhão de toneladas de café por ano, cerca de 30 % do mercado mundial.
Por conta do território imenso e diversificado em características climáticas, do solo, e pela quantidade de espécies produzidas no Brasil, são cultivadas diferentes espécies de café. Entre elas, a mais importante é a arábica, que representa 75 % da produção nacional. No total, são cerca de 5 bilhões de cafeeiros em 11 regiões produtoras no país. Do Pará ao Paraná, passando por Rondônia, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo.
Tradicional produtor, recentemente, o Brasil tem ganhado destaque como beneficiador de café, exportando o grão já processado e embalado por torrefadoras nacionais. Deste modo, seja in natura, ou pronto para o consumo, o grão se apresenta ainda como uma forte fonte de renda, já que possui grande aceitação no mercado nacional e internacional.
A cafeicultura tem se destacado também como importante fonte de pesquisa, pois tornar o café mais resistente à pragas e ainda mais rentável, se transformou num agradável desafio para pesquisadores de todo país. Nesse sentido, a produção sustentável do café busca encontrar requisitos para desenvolver soluções nas áreas social, econômica e ambiental. Conheça um pouco do que os cursos do CPT – Centro de Produções Técnicas ensinam, de modo prático, sobre como cultivar a matéria-prima para a bebida mais popular do Brasil.
O primeiro passo para a plantação de café
Cultivar as mudas pode ser um bom começo, se seguido corretamente. O café é uma cultura perene, e qualquer erro cometido no começo , dificilmente poderá ser sanado.
No curso do CPT, Produção de mudas de café, são ensinadas técnicas para construção e localização do viveiro, para a escolha e a preparação dos recipientes, para o cultivo da mudas e a posterior transplantação para a lavoura.
O controle de pragas
As pragas que atacam o café vieram para o Brasil quase simultaneamente com as primeiras mudas. De lá para cá, várias pesquisas têm procurado acabar com elas, positivamente, o controle tem se mostrado mais eficiente.
Algumas pragas do cafeeiro já são históricas no Brasil, como o bicho-mineiro, a broca-do-café e a formiga cortadeira. Além de outros insetos, fungos e ácaros. O curso Pragas do Cafeeiro mostra como lidar com os indesejados concorrentes da lavoura de café.
O curso explica quem são os agentes das pragas mais comuns. Contendo também o histórico de cada um desses agentes; exemplos de alguns cafeeiros afetados, e como monitorar e controlar as pragas.
Dicas importantes são dadas pelos professores Júlio Cézar de Souza, doutor em entomologia agrícola, e Paulo Rebelles Reis, doutor em Entomologia e Acarologia, ambos pesquisadores da Epamig - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais.
Época da colheita
Em algumas propriedades pequenas, ainda é predominante a colheita manual do café, geralmente feita por vários trabalhadores sazonais (em lavouras maiores) ou até por membros da família. Com a implantação da mecanização de produção, grandes benefícios são atraídos para o cafeicultor, uma vez que reduz custos e agiliza o processo de modo considerável.
De acordo com o professor Francisco Carvalho Pinto, do curso Colheita Mecanizada de café, “mecanização reduz a mão-de-obra diminuindo os custos de produção, torna a colheita mais rápida, liberando a lavoura mais cedo para nova florada e possibilita um produto de melhor qualidade”. Saiba através do curso como usar as máquinas agrícolas, quais são as mais usadas, e como escolhê-las de acordo com a utilização e o tamanho da plantação. Além disso, você aprende a desenvolver todas as etapas da colheita do café, de maneira clara e objetiva.
Como estocar a safra
Depois da colheita um dos maiores desafios para muitos cafeicultores é onde e como armazenar a produção. Essa preocupação se dá, porque guardar o café de forma inadequada é um dos principais motivos da perda de qualidade. O excesso de umidade, infestação por insetos e empilhamento e iluminação inadequada, são alguns dos fatores causadores da perda da qualidade . As sacas devem ser monitoradas constantemente, pois uma pode contaminar outras.
Para não ter perda na qualidade e na produção, é muito importante aprender a melhor maneira de estocar. Conheça os ricos conhecimentos passados no curso Colheita, Preparo e Armazenagem de Café.
O Conilon
Como já foi dito, o café arábica é o mais produzido no país e é classificado como de qualidade superior. No entanto, possui necessidades especiais que inviabilizam sua produção em alguns locais. Uma boa alternativa é o Conilon (Robusta), resistente à temperaturas um pouco mais altas, e à altitudes mais baixas.
O Conilon pode ser comercializado sozinho. Mas, no Brasil, tornou-se popular a mistura dele com o arábica. Esta é a composição de muitas marcas conhecidas no país. Conheça mais sobre a variedade e como cultivá-la no curso Como Produzir Café Conilon.
Café Orgânico
O cultivo orgânico do café se baseia nas condições naturais de existência da planta. Esse cuiltivo é muito comum em plantações na Colômbia e outros países tropicais. O café orgânico não utiliza adubos químicos e nem fertilizantes.
Para recriar o ambiente original do café, ele é cultivado em associação com outras lavouras que não competem com ele, como algumas frutas arbóreas e leguminosas. A matéria orgânica depositada pelas outras plantas colaboram para o crescimento dos cafeeiros e dificultam a proliferação de pragas. Saiba mais no curso Produção de Café Orgânico.
Terreiro-secador
O processo tradicional de secagem do café também costuma ser usado na secagem do cacau, e exige menos técnica e pouco custo. Mas, não considera as características do grão e está sujeito a contaminação e fermentação.
Chamado de terreiro híbrido “solar e biomassa”, este processo é fruto de pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal de Viçosa. Consiste no aproveitamento de fontes alternativas de energia para realizar a secagem dos grãos de café nos momentos em que não há luz solar. O procedimento reduz o tempo de secagem a um quarto do habitual. Desse modo, reduz custos com mão-de-obra, armazenamento, e diminui riscos de contaminação. Para saber como montar um terreiro-secador, conheça o curso Construção e Operação de Terreiro-secador de café.
Por: Maria Clara Corsino.
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