Pastejo Rotacionado

Garantia de sustentabilidade em sua propriedade

Publicado em: 27/09/2011
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 Os sistemas de pastejo rotacionado têm sido aclamados como um dos meios de aumentar a produção de forragem há pelo menos quatro séculos

Um sistema de pastejo constitui uma combinação definida e integrada do animal, da planta, do solo, de outros componentes do ambiente e os métodos de pastejo pelos quais o sistema é manejado para atingir resultados ou objetivos específicos. Na maioria dos trabalhos sobre sistemas de pastejo, os autores procuraram comparar o contínuo com o rotativo, comumente conhecido por aqui como pastejo rotacionado. Nos últimos anos, os termos pastejo contínuo e pastejo rotacionado foram substituídos pelos termos lotação continua e lotação rotacionada.

No pastejo contínuo, a pastagem é utilizada sem descanso, durante todo o ano, ou durante várias estações, podendo ser com carga fixa (o número de animais é fixo) ou com carga variável (o número de animais varia ao longo do ano, de acordo com a disponibilidade de forragem). No pastejo rotacionado, a pastagem é subdividida em um número variável de piquetes, que são  utilizados um após o outro, podendo também ser com carga fixa ou variável.

Qualquer sistema de pastejo engloba dois fatores: a frequência de pastejo, que é determinada pelos dias de pastejo e dias de descanso, e a intensidade de pastejo, determinada pela pressão de pastejo. A manipulação dessas variáveis determina o sistema de pastejo. Estes são agrupados em sistemas de pastejo contínuos; diferidos; com descanso; rotacionados e sistemas combinados de pastejo.

A manipulação das três principais variáveis do pastejo, número de animais, tempo e intervalo de pastejo determinam os seguintes métodos de pastejo: contínuo com carga fixa; contínuo com carga variável; rotacionado com carga fixa; rotacionado com carga variável; pastejo rotacionado com dois grupos de animais; pastejo em faixa; pastejo diferido ou protelado; creep-grazing e "creep grazing avança”.

Os sistemas de pastejo rotacionado têm sido aclamados como um dos meios de aumentar a produção de forragem há pelo menos quatro séculos. O primeiro sistema de pastejo rotacionado, conduzido dentro de princípios de morfofisiologia do crescimento de plantas forrageiras parece ter sido desenvolvido na Alemanha, no final de 1770 e depois introduzido na Inglaterra.

Comparações entre os sistemas de pastejo rotacionado e contínuo chegaram a resultados bastante conflitantes e controvertidos em relação aos méritos de cada um. Em alguns trabalhos, houve uma melhoria na cobertura vegetal da pastagem, mas não teve influência sobre a produção animal. Em outros trabalhos houve aumento na produção animal, mas não resultou em efeitos benéficos para a pastagem.

Um sistema de pastejo ideal é aquele que permite maximizar a produção animal sem afetar a persistência das plantas forrageiras. A escolha de um sistema de pastejo é bem mais complexa que simplesmente adotar algumas técnicas de manejo, haja vista que envolve uma série de variáveis interagentes, tais como a planta forrageira, o animal, o clima e o solo.

Desse modo, qualquer sistema de pastejo poderá resultar em ótimo desempenho animal, pois o mais importante é o consumo de energia, que está relacionado com a disponibilidade da forragem, proporção de folhas na pastagem, digestibilidade e consumo de forragem. Então, resta-nos saber qual é o melhor sistema de pastejo para atender às exigências de crescimento da planta forrageira e para melhorar a eficiência na colheita de forragem. Pois, o manejo das pastagens assume papel fundamental na produtividade animal, uma vez que é somente através do conhecimento, manipulação e alocação correta dos fatores de produção, solo-clima-planta-forrageira-animal, é que será possível obter produtividade e rentabilidade favoráveis dentro de qualquer sistema de produção animal.

Para auxiliar o produtor rural no pastejo rotacionado, o CPT – Centro de Produções Técnicas elaborou o Curso Pastejo Rotacionado. Neste curso o produtor receberá informações do coordenador Adilson de Paula Almeida Aguiar. Segundo ele, o produtor deve conhecer bem as formas de pastejo para saber qual a melhor opção para ser empregada em suas propriedades.

Por: Beatriz Lázia.

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