As características essenciais do cultivo do shiitake em substratos abrangem aspectos como versatilidade no uso de matérias-primas; menor período de maturação; facilidade operacional; melhor utilização do espaço e maior teor proteico
Publicado em: 27/01/2011
Uma das tecnologias mais promissoras, que tem garantindo boas produtividades, é o cultivo em blocos de substratos.
Os cogumelos comestíveis, dentre eles o shiitake, sempre foram apreciados por seu valor gastronômico e nutricional. Entretanto, sua importância vêm aumentando em função de um mercado em contínuo crescimento; pelos rápidos avanços tecnológicos, melhorando a qualidade, a produtividade e o custo de produção; pelo baixo consumo “per capita” (mesmo nos países mais desenvolvidos); e pelas ilimitadas opções de espécies que podem ser cultivadas e utilizadas na alimentação, como nutracêuticos e até em fitoproteção (indução de resistência a fitopatógenos).
Esse aumento também se dá, devido à possibilidade de reciclar economicamente certos resíduos agrícolas e agroindustriais. Considerando o elevado conteúdo proteico dos cogumelos comestíveis, seu cultivo tem sido apontado como uma alternativa para incrementar a oferta de proteínas para países em desenvolvimento e com alto índice de desnutrição.
O cultivo de cogumelos comestíveis é, portanto, um processo biotecnológico que utiliza materiais residuários da agricultura, pecuária ou agroindústria, tais como esterco bovino, equino, de aves, porcos e outros animais domésticos, palhas e outros resíduos do trigo, arroz, milho, algodão, madeira, bagaço de cana, entre outros, para produzir alimentos nutritivos e saborosos. No caso do shiitake, alguns dos materiais podem ser utilizados para elaboração de substratos, visando o cultivo axênico (substrato esterilizado e inoculação em condições assépticas).
As técnicas desenvolvidas para o cultivo de cogumelos variam de acordo com as condições edafoclimáticas da região de cultivo e com tipo de cogumelo utilizado. Tradicionalmente, o cultivo do shiitake é feito em tora de carvalho e castanheiras, principalmente no Japão. No Brasil, tem sido utilizado com sucesso o cultivo em toras de eucalipto, no entanto, em função da baixa e aleatória produtividade, devido à ocorrência de pragas e contaminações das mesmas, foram desenvolvidas alternativas de produção para reduzir os riscos ao produtor. Uma das mais promissoras, que tem garantindo boas produtividades, é o cultivo em blocos de substratos, que pode seguir a tecnologia de cultivo axênico (substrato estéril) ou pasteurização severa. O substrato pode ser formado por vegetais como bagaço de cana, capim, palha, trigo e arroz, dentre outros.
As características essenciais do cultivo do shiitake em substratos abrangem os seguintes aspectos: versatilidade no uso de matérias-primas; menor período de maturação para início da produção e maior produtividade; facilidade operacional; maior garantia de produção para a demanda requerida pelo mercado; melhor utilização do espaço nas câmaras de cultivo e produção; maior teor proteico e menor qualidade visual. Pode ser cultivado até em distritos urbanos.
Com o objetivo de disponibilizar a técnica de cultivo do Shiitake em substratos o CPT – Centro de Produções Técnicas elaborou o curso “Cultivo de Cogumelo Shiitake em Substratos – Cultivo Axênico e Pasteurização Severa”, no qual você receberá informações do professor Dr. Augusto Ferreira da Eira, da UNESP – Botucatu e do Setor de pesquisa e desenvolvimento da FUNGIBRAS, e da engenheira agrônoma Fernanda Silveira Bueno, consultora e especialista em produção de cogumelo.
Uma forma de comercialização é o shiitake desidratado, sendo muito importante a realização do processo de secagem de forma adequada.
Os assuntos abordados no mesmo incluem etapas de cultivo, produção do substrato, inoculação e incubação, indução dos primórdios e frutificação, colheita, pragas e doenças, e comercialização.
Após fazer o curso e ser aprovado na avaliação, o aluno recebe um certificado de conclusão emitido pela UOV – Universidade On-line de Viçosa, filiada mantenedora da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância.
O ponto de colheita ideal é dependente do mercado para o qual o cogumelo será comercializado. Esse interfere na qualidade do cogumelo. Normalmente, o mercado exige cogumelos menores, firmes e escuros. De forma geral, o ponto ideal, para evitar quebras, manchas e rachaduras, é quando as bordas ainda não se curvaram para cima. Então, para alcançá-lo, com maior peso e qualidade, deve ser efetuada a colheita todos os dias pela manhã, quando a temperatura e o metabolismo do fungo são menores, o que leva à menor perda de água no resfriamento e à menor condensação na embalagem.
Outra forma de comercialização é o shiitake desidratado, sendo muito importante a realização do processo de secagem de forma adequada. Se desidratado em excesso, ele torna-se frágil (quebradiço) e perde o valor de mercado.
Este conteúdo pode ser publicado livremente, no todo ou em parte, em qualquer mídia, eletrônica ou impressa, desde que o CPT – Centro de Produções Técnicas seja citado como fonte, remetendo para o site da instituição: www.cpt.com.br
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